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domingo, dezembro 23, 2007

AOCRDO O4RTO5RF1CO


Por estes dias de festas recebi um toque que revelou uma verdadeira carícia. Circula pela Internet uma mensagem que faz uso de uns truques que o nosso cérebro é capaz de executar e que revela o modo como este lê os caracteres de um texto.

Assim, aqui vai uma proposta para um novo Acordo Ortográfico da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) redigido com uma única regra: escrever as palavras do português trocando todas as letras do seu lugar habitual/correcto na palavra?! Esqueçam a conversa dos acentos gráficos, sons mudos, utilização ou não de hífen, do trema… bla…bla…bla.

Deste modo, para além da inevitável redução dos custos de aplicação do acordo nos vários países, a sua implementação poderia ser quase imediata. Os benefícios a breve prazo poderiam sentir-se rapidamente em áreas como o ensino escolar em que o número de reprovações e atritos entre professores, alunos e pais desceria vertiginosamente, contribuindo a médio prazo para o florescimento de uma Escola mais saudável e a longo prazo para o surgimento de sociedades mais felizes.

Abaixo segue uma amostra da redacção de um texto escrito de acordo com a proposta para o novo Acordo Ortográfico:



«O nosso cérebro é fascinante !!!De aorcdo com uma peqsiusa deuma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm nolgaur crteo. O rseto pdoe seruma cnfousao ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea.Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Fscainatne não ?»



O passo seguinte do acordo será introduzir também a utilização arbitrária de números conforme a vontade do falante que redige o texto (claro que no discurso falado isto nem sequer é perceptível).

Agora para testar as suas capacidades e saber se está ou não biologicamente preparado para subscrever o futuro Acordo Ortográfico faça o seguinte: fixe por alguns segundos os seus olhos no texto abaixo e deixe que a seu cérebro leia correctamente o que está escrito.



35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO A NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N15TO, NO IN3CIO 35T4V4 A1G0 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 A SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, CO3R2CTO? POD3 F1C4R MU4TO ORGULHO5O D155O! A SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3 E E5T4 4PROV2DO!


P4R4BÉN5! F3liz N4t4L!



quarta-feira, junho 13, 2007

Garoto

A palavra é característica de Portugal, tratando-se então de um lusitanismo. O seu uso como uma palavra que designa um determinado tipo de café só terá surgido durante o século XX, pois nos dicionários* não lhe é feita qualquer referência até ao início do século passado. A definição atribuída em vários dicionários é a seguinte: «pequena porção de café com leite servido em chávena pequena, em cafés, pastelarias». É certo que o termo “garoto” parece existir apenas em Portugal, mas menos clara parece ser a sua origem. Não se encontra qualquer explicação irrefutável para que a palavra, com o sentido de vulgar de “criança”, designe também esta bebida. Podemos, no entanto, especular que a palavra mantém uma relação de semelhança com o tipo de bebida, já que se trata de um café curto, com leite, servido numa chávena pequena. Portanto, mais adequado para ser bebido também um por garoto, uma criança, e não um café, mais próprio de um adulto.

* Cândido de Figueiredo (Novo Dicionário da Língua Portuguesa, 3.ª edição), e Domingos Vieira (Diccionario Portuguez, 1871).

segunda-feira, maio 14, 2007


O café chegou à Europa...

Entre o fim do século XVI e o início do século XVII o café chegou à Europa através de Veneza na Itália, vindo do Oriente, onde era a bebida oficial entre muitos muçulmanos. No Oriente Médio as “Kaveh Kanes” que antes serviam apenas para reuniões religiosas, com o tempo tornaram-se locais de conversas, debates, política e negócios, além de outras actividades proibidas pelos mais radicais, como a música, dança e jogos. Com a conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos, que se converteram ao islamismo, estes primeiros cafés turcos passaram a ser chamadas de "escolas", pois ali se encontravam todas as pessoas cultas para dialogarem e ajudarem na instrução dos ouvintes. Mas a entrada do café na Europa provocou a sua rejeição pelos líderes católicos europeus pois tratava-se de uma bebida dos infiéis muçulmanos e a sua cor negra seria um sinal do diabo. Contudo, o Papa Clemente VIII (Ippolito Aldobrandini), durante o seu papado de 1592 a 1605, provou a bebida, baptizou-a e abençoou-a, tornando-a uma bebida cristã. Terá dito que o café deveria ser sempre puro como um anjo e doce como o amor. Os seus seguidores também a queriam quente como o inferno e preto como o carvão. O hábito de tomar café tomou conta de Veneza e de toda a Itália, aristocratas, cortesãs, artistas, músicos, poetas, filósofos e mesmo libertinos, como Casanova, reuniam-se nos finais de tarde nos cafés da época para tratar de seus assuntos e beber café.

Da Itália o café foi para Londres, que na época seria semelhante a uma imensa taberna onde a embriaguez era a regra geral. Cervejas escuras, hidromel com álcool, licores, menta, conhaque, vinhos e whisky ajudavam os britânicos a embriagarem-se. A chegada do café a Inglaterra foi providencial, pois ajudou a diminuir o consumo de bebidas alcoólicas e a afastar as muitas pessoas das tabernas, onde deixavam dinheiro e saúde. Como o café era barato e bom, os estabelecimentos que o serviam foram inicialmente chamados de "penny universities", porque bastava um penny para tomar uma chávena ou copo de café e ficar por ali ouvindo e aprendendo quase tudo que se quisesse, desde posições políticas, gostos literários e mesmo actividades comerciais.

Em 1674, um grupo de mulheres inglesas publicou, um panfleto intitulado "Petição Feminina contra o Café”, apresentando à consideração pública as grandes inconveniências para o seu sexo do uso excessivo deste licor viciante e debilitante. As mulheres argumentavam que os homens consumiam muito café, e como resultado eram "infecundos e inúteis como os habitantes de onde esta planta inútil nasce e é cultivada". As autoras da petição pareciam sentir-se realmente infelizes, pois o texto referia ainda: "O palato de nossos cidadãos tornou-se tão fanático como as suas vontades; como pode ser possível que eles possam renunciar ao antigo e bom costume de beber cerveja para perseguir este líquido pervertido, deitar fora o tempo disponível, gastar o seu dinheiro, tudo para beber um pouco desta água suja, nauseante, desagradável, amarga e escura". Os homens que costumavam dedicar muitas horas nos ditos cafés, elaboraram o seguinte texto, "Resposta dos Homens à Petição das Mulheres contra o café", que dizia: "Porque deve a inocente bebida oriunda do café ser objecto de vosso mau humor? Este licor inócuo e curativo, que a providência divina nos enviou não é a razão para a diminuição da nossa actuação no desporto de Vénus, e nós esperamos que vocês aceitem esta excepção". O problema acabou por ser resolvido e o preconceito desapareceu quando as mulheres passaram a fazer café em casa pela manhã, para estimular os maridos a ficarem em casa ou voltarem para casa para tomar um bom café antes de deitar. Eventualmente assim ficavam excitados e felizes. E suas esposas também.


Adaptado de Café e Saúde

domingo, março 25, 2007


Sonya Paz


Pela manhã

Pela manhã sou… mais cafeína e com ela bário, cobalto, titânio, vanádio, sódio, cálcio, ferro e mais uns quantos; aí pela hora do almoço, chega-me o molibdénio, a rubídio, a galactose, a maltose, glicose e frutose, acompanhadas por alguns graxos livres; à medida que o dia cresce, começo a ficar tomado pelo estrôncio; e quando já a noite desceu sobre as mesas, sou todo fenilalanina, metionina, asparagina e argina...

Adicionalmente o café possui ainda uma tal de niacitina (vitamina B3 ou vitamina PP de "Pelagra Preventing" do inglês).

sábado, fevereiro 03, 2007


Paul Kenton


Café curto

Café expresso "curto" – é um expresso que tem menor volume de água, cerca de 35 ml, ou seja, meia chávena, resultando num café mais concentrado pois contém os componentes da primeira extracção; o seu irmão “comprido” simplesmente duplica as medidas e quantidades.

sábado, janeiro 27, 2007


J&J Wilde

Sebenta do café

Como sabem a sebenta serve, pelo menos tempos houve em que servia, sobretudo para tirar apontamentos das lições, passados a limpo, embora também servisse para outras coisas; este é pois o nosso caderno de apontamentos tirados no café.

A palavra "café" tem a sua origem no árabe “Kahoua” ou “Qahwa”, cujo significado será excitante, e que designa o fruto da planta do café (cafeeiro); assim como a bebida preparada por infusão de água quente com café torrado e moído, recorrendo ou não a altas pressões; o lugar público onde se toma café ou outras bebidas; e a própria cor café, um castanho-escuro que lembra o grão de café quando torrado.

sexta-feira, janeiro 26, 2007



Era um cimbalino, se faz favor.


No Porto, existe uma forma peculiar para denominar um café e pode ouvir-se pedir «Um cimbalino, se faz favor», quando o cliente quer um café «expresso». O nome vem da marca de máquinas de café, importadas de Itália, «La Cimbali», mas que acabou por ficar na memória dos portuenses. O termo só se usa no Porto e não na restante região Norte.

domingo, janeiro 21, 2007

Um café em Bruxelas ou em Goa?!

Que o café é uma das bebidas mais populares já todos sabem, mas as formas como se bebe o café são tão diversas que podem surpreender um bebedor desavisado. Veja como o café é consumido em alguns lugares do mundo:

França
: o produto, na maioria das vezes, é bebido juntamente com chicória;
Áustria: pode-se beber o produto juntamente com figos secos, sendo que em Viena, a capital do país, é uma tradição oferecer bolos e doces para acompanhar o café com chantilly;
África e Oriente Médio: é comum acentuar o sabor do café com algumas especiarias, tais como canela e cardomomo, alho ou gengibre;
Bélgica: o produto é servido com um pequeno pedaço de chocolate, colocado no interior da chávena, que será derretido quando entrar em contacto com o café;
Itália: o café expresso preto é servido em chávenas pequenas, acompanhadas de tiras de limão;
Grécia: o café pode ser acompanhado por um copo de água gelada;
Cuba: o café é bebido bastante forte, doce e em um só gole;
Sul da Índia: o café é misturado com açúcar e leite e servido com doces;
Alemanha: é servido com leite condensado ou chantilly;
Suíça: adiciona-se ao café um licor, o "kirsch";
México: em muitos lugares, o café é oferecido gratuitamente e pode ser consumido em grandes quantidades, o chamado café americano, como é conhecido no México, é o mais consumido e é uma cópia do que se bebia até poucos anos nos Estados Unidos: aguado e com pouco sabor, embora seja esse o mais habitual e consumido. 

Adaptado de coffeebreak

Uma bica, se faz favor.

Os primeiros cafés denominados por "expresso" foram vendidos em Portugal no café "A Brasileira", em Lisboa. Inicialmente os clientes acharam o gosto da nova bebida um tanto amargo. Então, a direcção d' A Brasileira resolveu criar um slogan para persuadir e atrair os clientes:" Beba Isso Com Açúcar". A ideia resultou e a frase ficou gravada na memória das pessoas correspondendo às iniciais de cada palavra, assim a BICA passou a designar um café tirado em copo ou chávena de vidro (coffeebreak). Outra versão diz que o nome teria surgido da necessidade de diferenciar o café que era tirado de uma «máquina» através da sua «bica» (no sentido de «tubo delgado, pequeno canal, telha ou meia-cana, por onde passa a água de uma fonte, de um chafariz, de um tanque... caindo de certa altura») e o que provinha da cafeteira que era servido num copo de vidro», segundo Orlando Neves, no Dicionário da Origem das Palavras (Lisboa, Editorial Notícias; 2001). Hoje diz-se indiferentemente uma palavra ou outra, segundo a preferência pessoal.

sábado, janeiro 20, 2007



A longa história do café

O café, a planta e a bebida que tanto gostamos, tem uma história com intervenientes inesperados e alguns acontecimentos surpreendentes. Depois de a ler concerteza vai ver e saborear o seu café de uma maneira diferente.

900 a.C. - O poeta grego Homero faz referência a uma misteriosa bebida preta e amarga com o poder de afastar o sono. Também são encontradas referências à mesma bebida em algumas lendas árabes.
850 d.C - Surge a lenda sobre a descoberta do café por um pastor de cabras na Etiópia. Uma noite as suas cabras não regressaram a casa. Quando as encontrou, elas estavam a saltitar em torno de um arbusto com bagas vermelhas. Após experimentar as bagas, sentiu-se com mais energia e menos cansaço. Mais tarde contou a sua descoberta a uns monges, os quais fizeram uma bebida com as bagas.
1100 d.C. - Comerciantes árabes trazem as primeiras plantas de café para a sua terra, e começam as primeiras plantações. Começam também a ferver as bagas, criando uma bebida parecida com o vinho chamada "qahwa" (literalmente "aquilo que evita o sono"), feita com bagas de café, mel e água. Esta bebida foi abandonada com a difusão do Islamismo e as suas sanções contra o consumo de álcool.
1450 - O cultivo e consumo do café espalham-se rapidamente no Iémen, principalmente para uso medicinal e religioso, para evitar o sono durante as longas noites de práticas religiosas.
1475 - Aparece o primeiro estabelecimento de venda de café no mundo, o Kiva Han, em Constantinopla, onde o café tinha sido introduzido pelos Turcos Otomanos. A lei turca permite que uma mulher se divorcie do seu marido se este não lhe conseguir arranjar a sua dose diária de café, o qual era considerado como afrodisíaco.
1475-1500 - Os dervixes (religiosos maometanos) espalham o uso do café a Meca e a Medina. O uso não religioso do café torna-se mais proeminente, principalmente porque o vinho é proibido pelo Alcorão. Começam a aparecer estabelecimentos de venda (cafés) e o café torna-se um luxo muito desejado. Muitos homens santos começam a atacar o café, afirmando que também ele é contrário ao Alcorão.
1529 - O exército turco, em fuga após ter sido derrotado em Viena, deixa para trás sacos de café. Franz Georg Kolschistzky, o homem responsável pela vitória, reclama o café como recompensa e abre o primeiro café da Europa Central. Também cria o hábito de refinar a bebida filtrando os grãos, adoçando-a e adicionando-lhe um pouco de leite.
1542 - A controvérsia sobre o café espalha-se pelo Império Otomano. O café (o "vinho do Islão"), torna-se uma parte habitual da dieta de todas as classes. O Sultão Sulimão, o Grande, bane o café em 1542, mas os cafés continuam a multiplicar-se em Constantinopla.
1570 - O café é introduzido no Ocidente pelos mercadores italianos e chama a atenção da classe alta. A sua introdução em Veneza é atribuída a Prospero Alpino de Pádua, um famoso médico e botânico, o qual trouxe alguns sacos do Oriente e, tendo examinado as características da planta, descreveu-as no seu livro "De Planctis Aegyptii et de Medicina Aegiptiorum", impresso entre 1591 e 1592.
1600 - Em Itália, o Papa Clemente VIII é aconselhado pelos seus conselheiros a considerar a bebida favorita do Império Otomano como parte da "ameaça infiel". Após provar o café, ele opta por baptizar a bebida, tornando-a permitida como bebida cristã.
1640 - Abre o primeiro café em Itália. Em 1763, já existem mais de 218 estabelecimentos, só em Veneza.
1652 - Abre o primeiro café em Inglaterra. Estes estabelecimentos multiplicam-se e tornam-se em centros de discussão tão populares que são alcunhados de "Penny Universities" (uma chávena de café custava 1 penny). A bolsa de valores de Londres surgiu a partir de um destes cafés em Londres.
1668 - Em Nova Iorque, o café substitui a cerveja como bebida preferida no pequeno-almoço. Em Londres, é inaugurado o estabelecimento de venda de café de Edward Loyd, o qual é frequentado por mercadores e agentes de seguros marítimos. Eventualmente, este estabelecimento torna-se na companhia de seguros Lloyd's de Londres, a mais conhecida seguradora do mundo.
1686 - Abre o primeiro café de Paris. "Le Procope" ainda existe.
1690 - Os holandeses, com uma planta contrabandeada do porto árabe de Moca, tornam-se os primeiros a exportar e cultivar comercialmente o café, em Ceilão e na sua colónia nas Índias Orientais - Java, origem do nome deste tipo de café.
1723 - São introduzidas, nas Américas, plantas de café para cultivo. O oficial naval francês Gabriel Mathieu do Clieu introduz o café na Martinica com uma planta roubada de um arbusto de café oferecido pelos holandeses a Luís XIV, rei de França. Por volta de 1777, um levantamento oficial dá conta de cerca de 19 milhões de árvores de café na Martinica. Eventualmente, cerca de 90% do café mundial deriva da planta trazida por Gabriel do Clieu.
1727 - A indústria do café brasileira arranca quando o tenente-coronel Francisco de Melo Palheta é enviado pelo seu governo para arbitrar uma disputa fronteiriça entre as colónias francesa e holandesa na Guiana. Francesa. Embora os franceses guardassem as suas plantações de café no Novo Mundo, a senhora ofereceu a Palheta, na despedida, um ramo de flores onde iam escondidos rebentos e sementes férteis de café. O café foi primeiro plantado no norte do Brasil, mas as más condições climáticas forçaram à sua mudança gradual, primeiro para o Rio de Janeiro (1800-1850) e depois para os estados de São Paulo e de Minas, onde o café encontrou o clima ideal para se desenvolver. A plantação de café começou a desenvolver-se aqui até que se tornou o principal recurso económico do país.
1732 - Johann Sebastian Bach compõe a sua "Kaffee-Kantate", em parte uma ode ao café e, em parte, um ataque ao movimento alemão que pretendia evitar que as mulheres bebessem café (pensava-se que as tornava estéreis). A cantata inclui a ária "Ah! Como é doce o sabor do café! Melhor que cem beijos, mais doce que o vinho moscatel! Tenho de beber o meu café."
1800's - Aparece o "Espresso", uma nova maneira de preparar o café. O seu aparecimento é devido à invenção da primeira máquina de expresso em França. Os italianos aperfeiçoaram esta máquina e foram os primeiros a produzi-la em série. O "Espresso" tornou-se uma parte tão integrante da vida e cultura italiana que actualmente existem mais de 200,000 bares de expresso em Itália. Durante este século parecem igualmente os primeiros refrigerantes com cafeína.
1901 - É patenteada a primeira máquina de "Espresso" para restaurantes por Luigi Bezzera. O primeiro café solúvel instantâneo é inventado pelo químico Anglo-Nipónico Satori Kato, de Chicago.
1903 - O importador de café alemão Ludwig Roselius entrega um lote de grãos de café estragados a investigadores, os quais aperfeiçoam o processo de remover a cafeína sem alterar o gosto. Roselius comercializa este café sob o nome "Sanka".
1906 - O químico inglês a viver na Guatemala, George Constant Washington, nota uma aglutinação de partículas no gargalo de uma garrafa de café. Após várias experiências, ele cria o primeiro café instantâneo produzido em massa.
1926 - O café é declarado benéfico pela "Science Newsletter".
1938 - O Brasil pede ajuda à "Nestlé" para arranjar uma solução para os seus excedentes de café. A "Nestlé" inventa o café instantâneo seco a frio, "Nescafé", e distribui-o na Suiça.
1946 - Em Itália, Achilles Gaggia aperfeiçoa a sua máquina de "Espresso". O café "Cappuccino" obtém o seu nome pela semelhança da sua cor com as vestes dos monges Capuchinhos.
1995 - O café é a bebida mais popular do mundo. Mundialmente, são consumidas mais de 400 biliões de chávenas por ano. É a mercadoria mais comercializada a seguir ao petróleo.
2005 - O Café Fontanário" passa para as mãos da actual gerência.
2006 - Muitos cafés foram consumidos no Café Fontanário enquanto se realizou o Campeonato Mundial de Futebol na Alemanha. Anualmente são servidos milhares de cafés aos seus clientes.

Adaptado de UTNE READER, Mark Schapiro