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quinta-feira, junho 21, 2007



Café Florian
Praça de São Marcos, 56, Veneza (Itália)

Decorria o ano de 1720 quando foi fundado por Floriano Francesconi com o nome de “Venezia Trionfante”, em plena Praça de São Marcos em Veneza, actualmente denominado “Caffè Florian”, aquele que é o mais antigo café da Europa. O café divide-se em pequenas salas dominadas pelo mármore, cada uma coberta de frescos, pinturas e longos espelhos, mas as mesas em mármore e as cadeiras acolchoadas estendem-se pelas arcadas até à “piazza”, onde um quarteto toca ao fim da tarde. Sente-se no exterior, peça um “espresso” e/ou “cioccolata calda con panna”, a escolha é vasta, deixe-se levar pela música e veja como desaparecem as pombas da praça, enquanto o sol se esconde atrás da basílica, e imagine Lord Byron ou Charles Dickens sentados saboreando um café ou então Marcel Proust atravessando a praça em direcção ao Florian.

quinta-feira, junho 14, 2007


Citações

“A amizade é semelhante a um bom café, uma vez frio, não se aquece sem perder bastante do primitivo sabor.”

Immanuel Kant

quarta-feira, junho 13, 2007

Garoto

A palavra é característica de Portugal, tratando-se então de um lusitanismo. O seu uso como uma palavra que designa um determinado tipo de café só terá surgido durante o século XX, pois nos dicionários* não lhe é feita qualquer referência até ao início do século passado. A definição atribuída em vários dicionários é a seguinte: «pequena porção de café com leite servido em chávena pequena, em cafés, pastelarias». É certo que o termo “garoto” parece existir apenas em Portugal, mas menos clara parece ser a sua origem. Não se encontra qualquer explicação irrefutável para que a palavra, com o sentido de vulgar de “criança”, designe também esta bebida. Podemos, no entanto, especular que a palavra mantém uma relação de semelhança com o tipo de bebida, já que se trata de um café curto, com leite, servido numa chávena pequena. Portanto, mais adequado para ser bebido também um por garoto, uma criança, e não um café, mais próprio de um adulto.

* Cândido de Figueiredo (Novo Dicionário da Língua Portuguesa, 3.ª edição), e Domingos Vieira (Diccionario Portuguez, 1871).

segunda-feira, maio 14, 2007


O café chegou à Europa...

Entre o fim do século XVI e o início do século XVII o café chegou à Europa através de Veneza na Itália, vindo do Oriente, onde era a bebida oficial entre muitos muçulmanos. No Oriente Médio as “Kaveh Kanes” que antes serviam apenas para reuniões religiosas, com o tempo tornaram-se locais de conversas, debates, política e negócios, além de outras actividades proibidas pelos mais radicais, como a música, dança e jogos. Com a conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos, que se converteram ao islamismo, estes primeiros cafés turcos passaram a ser chamadas de "escolas", pois ali se encontravam todas as pessoas cultas para dialogarem e ajudarem na instrução dos ouvintes. Mas a entrada do café na Europa provocou a sua rejeição pelos líderes católicos europeus pois tratava-se de uma bebida dos infiéis muçulmanos e a sua cor negra seria um sinal do diabo. Contudo, o Papa Clemente VIII (Ippolito Aldobrandini), durante o seu papado de 1592 a 1605, provou a bebida, baptizou-a e abençoou-a, tornando-a uma bebida cristã. Terá dito que o café deveria ser sempre puro como um anjo e doce como o amor. Os seus seguidores também a queriam quente como o inferno e preto como o carvão. O hábito de tomar café tomou conta de Veneza e de toda a Itália, aristocratas, cortesãs, artistas, músicos, poetas, filósofos e mesmo libertinos, como Casanova, reuniam-se nos finais de tarde nos cafés da época para tratar de seus assuntos e beber café.

Da Itália o café foi para Londres, que na época seria semelhante a uma imensa taberna onde a embriaguez era a regra geral. Cervejas escuras, hidromel com álcool, licores, menta, conhaque, vinhos e whisky ajudavam os britânicos a embriagarem-se. A chegada do café a Inglaterra foi providencial, pois ajudou a diminuir o consumo de bebidas alcoólicas e a afastar as muitas pessoas das tabernas, onde deixavam dinheiro e saúde. Como o café era barato e bom, os estabelecimentos que o serviam foram inicialmente chamados de "penny universities", porque bastava um penny para tomar uma chávena ou copo de café e ficar por ali ouvindo e aprendendo quase tudo que se quisesse, desde posições políticas, gostos literários e mesmo actividades comerciais.

Em 1674, um grupo de mulheres inglesas publicou, um panfleto intitulado "Petição Feminina contra o Café”, apresentando à consideração pública as grandes inconveniências para o seu sexo do uso excessivo deste licor viciante e debilitante. As mulheres argumentavam que os homens consumiam muito café, e como resultado eram "infecundos e inúteis como os habitantes de onde esta planta inútil nasce e é cultivada". As autoras da petição pareciam sentir-se realmente infelizes, pois o texto referia ainda: "O palato de nossos cidadãos tornou-se tão fanático como as suas vontades; como pode ser possível que eles possam renunciar ao antigo e bom costume de beber cerveja para perseguir este líquido pervertido, deitar fora o tempo disponível, gastar o seu dinheiro, tudo para beber um pouco desta água suja, nauseante, desagradável, amarga e escura". Os homens que costumavam dedicar muitas horas nos ditos cafés, elaboraram o seguinte texto, "Resposta dos Homens à Petição das Mulheres contra o café", que dizia: "Porque deve a inocente bebida oriunda do café ser objecto de vosso mau humor? Este licor inócuo e curativo, que a providência divina nos enviou não é a razão para a diminuição da nossa actuação no desporto de Vénus, e nós esperamos que vocês aceitem esta excepção". O problema acabou por ser resolvido e o preconceito desapareceu quando as mulheres passaram a fazer café em casa pela manhã, para estimular os maridos a ficarem em casa ou voltarem para casa para tomar um bom café antes de deitar. Eventualmente assim ficavam excitados e felizes. E suas esposas também.


Adaptado de Café e Saúde

quarta-feira, maio 09, 2007

Citações

"O Café é o ouro do homem comum (...) Oh, café, tu dissipas os temores, tu amigo de Deus, nos dás saúde, sabedoria e verdade, e és como o ouro".

Abd-al-Kadir

domingo, abril 15, 2007



A tua respiração é doce
Teus olhos são como duas jóias no céu.
Tua postura é erecta, teu cabelo é macio
Na almofada onde repousas.
Mas eu não sinto afeição
Nem gratidão ou amor.
A tua lealdade não é para mim,
Mas para as estrelas do céu.

Mais um café para a estrada
Mais um café antes de eu partir
Descendo o vale...

Teu pai é um foragido
E um traficante
Ele ensina-te como seleccionar e escolher
E como usar uma lâmina.
Ele supervisiona o teu reino
E assim nenhum estranho se intromete
Tua voz treme e ele reclama
Por mais um prato de comida.

Mais um café para a estrada
Mais um café antes de eu partir
Descendo o vale...

Tua irmã vê o futuro
Assim como tu e a tua mãe.
Nunca aprendeste a ler ou escrever
Não há livros na tua estante.
E teu prazer não conhece limites
E tua voz soa como a de uma cotovia
Mas o teu coração é como um oceano
Misterioso e escuro.

Mais um café para a estrada
Mais um café antes de eu partir
Descendo o vale...

Bob Dylan

(O título original do tema é "One more cup of coffee" que poderíamos traduzir literalmente por "Mais uma chávena de café." Para aceder à letra original clique sobre o título lá em cima)

quinta-feira, abril 12, 2007




Cafés do Mundo IV

Café Majestic
Rua de Santa Catarina, 112 - Porto

A cidade do Porto, das pessoas, dos lugares, do Douro, do vinho, das pontes, da estação de Campanhã, o Porto da Foz e da Praia da Luz, da poesia do Pinguim, dos jardins de Serralves, o Porto da Ribeira, da Avenida dos Aliados, das francesinhas e bejecas, e ainda o Porto de uma certa burguesia bairrista, cosmopolita e romântica. Esse Porto criou o Majestic. Chamou-lhe inicialmente Elite, claro. Mas rapidamente lhe mudou o nome e Majestic sempre era mais chique. Sentados a uma das suas mesas, se escutarmos bem, podemos ouvir o Café contar um pouco da história da cidade, enquanto lançamos o olhar ao seu traçado original de Arte Nova com os magníficos espelhos de cristal a rodear-nos e o chão coberto de mármore indiano. Desde o Porto dos anos vinte, das suas tertúlias, dos artistas e escritores até aos anos oitenta, com os novos ritmos da cidade e a degradação do Café. Finalmente, alguém lhe reconheceu o seu carácter nobre e é decretado "imóvel de interesse público" e "património cultural". Depois de fechado para restauro, surge exibindo o esplendor de outros tempos.

Para além da sua requintada decoração com materiais nobres como a madeira, o mármore, o cristal, o couro e os espelhos, não faltam no Majestic um piano, um jardim de Inverno e uma galeria de exposições que convidam não só a reviver a "Belle-Époque", mas também a participar em recitais de poesia, concertos de piano, exposições de pintura, lançamentos de livros, conversas de e sobre prazeres.

O Porto é ainda uma cidade de espontaneidade e sentimento e o seu Majestic um ponto de encontro privilegiado de lazer e cultura.


(Texto adaptado de cafemajestic, visitportugal e fotografias de Thomas Vogt e Linda Txikiakalea)

quarta-feira, abril 11, 2007





Café Porto

Ingredientes:
40 ml de vinho do Porto
20 ml de conhaque
60 ml de café expresso quente
grãos de café
canela em pau

Modo de preparação: Comece por aquecer ligeiramente um copo, de conhaque, por exemplo, uma caneca também serve, coloque lá dentro vinho do porto, conhaque e café, por esta ordem e misture bem. Se quiser, decore uns grãos de café e canela.

domingo, março 25, 2007


Sonya Paz


Pela manhã

Pela manhã sou… mais cafeína e com ela bário, cobalto, titânio, vanádio, sódio, cálcio, ferro e mais uns quantos; aí pela hora do almoço, chega-me o molibdénio, a rubídio, a galactose, a maltose, glicose e frutose, acompanhadas por alguns graxos livres; à medida que o dia cresce, começo a ficar tomado pelo estrôncio; e quando já a noite desceu sobre as mesas, sou todo fenilalanina, metionina, asparagina e argina...

Adicionalmente o café possui ainda uma tal de niacitina (vitamina B3 ou vitamina PP de "Pelagra Preventing" do inglês).

sábado, março 24, 2007

O ritual do café


Estampa-se o sol em delicados raios
Sobre o mármore branco e liso da cozinha.

Suavemente me debruço e uma porta abro,
Recolho a chávena fina e o florido prato.

Ergo o meu braço e num voo livre,
No gesto de um armário desvendar,
Recolho o nobre pó de inebriante aroma.

Alongo a mão que a gaveta encontra,
E dela escolho, enfim, a colher mais bela,
Brilhante, pequena, com terno recorte.

Tudo coloco em ordem e harmonia:
O prato tranquilo e a expectante chávena,
Nesta, o torrado grão moído, de castanho intenso.

No açúcar rico, centro o meu cuidado,
A montanha branca transportando, pura,
Em bojuda prata que doce se inclina.

E luzem cristais em cascata linda!

Depois, a água borbulhante, quente,
A mistura inunda, dissolvendo-a
Em espirais de espuma que a colher adorna.

Café! Café! Precioso encanto!

Em dégagé devant te cumprimento,
Os meus braços lanço em acolhimento grato.

Da janela aberta me acerco então.

Tão bela é a vista que o Outono pinta no jardim!
Castanho da terra e verde das plantas unem-se
À água que brilha em bebedouro antigo.

Aspiro, feliz, da manhã tranquila, o seu odor
A quente café e à relva orvalhada.
Olho o céu e sorvo um gole, outro e outro.

E assim me quedo, por instantes longos.
Entre o prazer forte do café e a doçura da manhã
Mais um dia de vida se inicia!



Ilona Bastos nasceu no Brasil, São Paulo, mas vive em Portugal. É licenciada em Direito e exerce advocacia, mas expressa através da escrita uma outra face se si com publicação de textos destinados particularmente aos mais novos, mas não só, ou através de sites de histórias de encantar


segunda-feira, março 19, 2007




Cafés da Europa - Guia Café Creme

Cafés da Europa é um guia magnífico de centenas de Cafés percorrendo 90 cidades e 16 países. Uma obra singular e fascinante, não só para aqueles que viajam pela Europa, mas para todos os que gostam destes inevitáveis locais de encontro e desencontro, aqui poderão ver de forma pormenorizada a diversidade dos cafés europeus.


sábado, março 17, 2007



Coffee and Cigarettes / Café e Cigarros

de Jim Jarmush


Juntemos numa mesa de café duas pessoas como Tom Waits e Iggy Pop, mas podiam ser, Roberto Benigni e Steven Wright ou Bill Murray, Steve Buscemi, Steve Coogan, Cate Blanchett, entre outros. Usemos o preto e branco num jogo entre objectos e significados, depois una-se tudo numa conversa(s) entre o improvisado, o improvável, o quotidiano e o absurdo falando do tabaco ou de outra coisa qualquer. No final, ali corre, talvez, também a nossa vida ou a dos outros, tão improvisada, improvável, quotidiana e absurda como todas e qualquer uma. Assim são as conversas de café entre café e cigarros!





Café Gijón
Paseo de Recoletos, 21, Madrid (Espanha)

O Café Gijón é a um lugar emblemático na história das artes e letras de Madrid, de Espanha e da cultura Europeia. Dotado de uma forte personalidade e história, foi espaço de realização de diversas actividades desde exposições de pintura, debates e concertos. Pelas suas mesas de mármore branco e seus assentos encarnados se recostaram numa conversa ou num acesso debate nomes como Garcia Lorca, António Machado, Camilo José Cela ou Pérez Galos, entre muitos outros. Assim fizeram do Café Gijón um local de tertúlia, por excelência, e uma referência cultural da cidade. Desde a sua fundação em 1888 (ano do nascimento de Fernando Pessoa) por um asturiano de nome Gumersindo Gómez, que o café ao longo dos seus mais de cem anos de história, se converteu num local de inspiração em que ao lado de uma chávena de café repousa uma folha branca esperando…


Texto adaptado e fotografias do blog  topmadrid

quarta-feira, fevereiro 28, 2007




Cafés do Mundo II


A Brasileira
Rua Sá da Bandeira, Porto
Largo Barão de São Martinho, Braga

A Brasileira foi e é um nome imediatamente associado a Lisboa e ao café com o referido nome, mas também para duas outras cidades portuguesas este nome está associado ao café, são elas Porto e Braga. No Porto, infelizmente encontra-se actualmente encerrado, dizem que com promessas de uma possível reabertura para breve. O fundador d’ A Brasileira nesta cidade foi Adriano Teles, que ainda jovem foi para o Brasil onde se dedicou ao negócio do café com o qual enriqueceu. No seu regresso à cidade do Porto montou uma torrefacção e fundou A Brasileira em 1903, que servia o café à chávena. Nessa época, os portuenses não tinham o hábito de beber café em estabelecimentos públicos, então António Teles resolveu promover o seu café oferecendo o café à chávena de graça. A Brasileira de Braga é um daqueles locais em que certas coisas teimosamente subsistem, como sejam a de servir o café de saco. Conserva ainda mesas e acentos que acompanharam outros tempos, local de encontros mais ou menos secretos e conspirativos do conturbado passado político português. Hoje podemos encontrar sentados no café os mais diversos grupos de pessoas da cidade, de todas as idades. E olhando com um pouco de atenção iremos ver como certos lugares são religiosamente acarinhados pelos clientes mais antigos do café. Situado na rua que é uma das antigas portas de entrada na cidade tem um olho voltado para a bela Casa-dos-crivos de um lado e o outro para a Arcada e a velha torre de menagem do castelo que em tempos habitou o coração da cidade.

Texto adaptado de portoturismo e fotografias via joaoluc e Jorge Vasconcelos

sábado, fevereiro 24, 2007






"O político honesto não pode ser encontrado. O político que você estará procurando não pode ser encontrado ou não existe". Quem o diz é o Google, o maior motor de busca da Internet. Vá lá, experimente pesquisar "político honesto" e verá.

Não é uma brincadeira de Carnaval, nem para aqui é chamado o demissionário presidente do governo autónomo da Madeira, Alberto João jardim. Já sabemos que gosta do Carnaval.

Actualmente estamos habituados a olhar os políticos como pessoas com certos atributos ou qualidades que não têm necessariamente que ter, seja Alberto João Jardim ou outro político qualquer, é uma herança que vêm da Antiga Grécia e daqueles que eram os candidatos (de cândido, branco, puro...) de então para governar as cidades gregas. A verdade é que os políticos não têm competências especiais nas áreas da saúde, educação, finanças, defesa, etc. como nós muitas vezes julgámos que têm ou deveriam ter, pelo menos mais do que muitos outros portugueses. Eles simplesmente têm um poder, que nós lhes atribuímos, e que não está ao alcance de outros, o de decidir. O que distingue um político de outro cidadão qualquer é precisamente o facto de decidir.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Citações

“O café certamente deixa o político mais sábio e faz com que ele veja através das coisas com os olhos semi-abertos.”

Alexandre Pope



terça-feira, fevereiro 13, 2007



Cafés do Mundo I


A Brasileira
Rua Garrett, LISBOA

A Brasileira é um café situado na Rua Garrett, junto ao Largo do Chiado, em Lisboa. Entrar n’A Brasileira é entrar numa outra época, podemos ainda imaginar Fernando Pessoa a um canto escrevendo e tomando o seu café.

Corria o ano de 1905 quando no lugar de uma camisaria do Chiado surgiu uma loja de venda do “genuíno café do Brasil, o mais aromático e saboroso de todos os cafés”, assim diziam os anúncios da época. Na inauguração esteve inclusive presente um representante do governo brasileiro. O slogan da altura “O Melhor Café é o d’A Brasileira”, ainda hoje aparece gravado nas chávenas. A Brasileira do Chiado, como era então conhecido, começou por ser um estabelecimento de venda de café moído e torrado, com a particularidade de nesses primeiros anos oferecer gratuitamente uma chávena dessa bebida a cada comprador. A partir de 1908, passa a vender café à chávena, tendo sido então realizadas algumas obras de remodelação que deram origem a um novo e elegante salão. Rapidamente o moderno estabelecimento conquistou um lugar nos hábitos dos lisboetas e atraiu uma clientela numerosa e diversas, entre a qual se contavam monárquicos e republicanos, liberais e conservadores, burgueses e aristocratas, ricos e pobres. O Café detém uma identidade muito própria, quer pela especificidade da sua decoração, quer pela simbologia que adquire pelo facto de ter sido local de encontro de políticos, escritores, poetas e artistas que aqui ali faziam as suas palestras e tertúlias onde discutiam os temas da actualidade. N’A Brasileira, o Grupo literário do Orpheu, constituído por Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Santa-Rita Pintor, José Pacheco e Mário de Sá Carneiro, entre outros, encontrou a sua “casa”.

Actualmente, a importância d’A Brasileira na vida intelectual portuguesa do início do século XX é relembrada pela figura do poeta Fernando Pessoa, em bronze, tomando café na esplanada, a estátua é uma obra do escultor Lagoa Henriques, ali colocada em 1988 por ocasião do centenário do nascimento do poeta.

(Texto adaptado de visitportugal e imagens via populo e abiyoyo)
 

sábado, fevereiro 03, 2007


Paul Kenton


Café curto

Café expresso "curto" – é um expresso que tem menor volume de água, cerca de 35 ml, ou seja, meia chávena, resultando num café mais concentrado pois contém os componentes da primeira extracção; o seu irmão “comprido” simplesmente duplica as medidas e quantidades.

segunda-feira, janeiro 29, 2007


Campeonato Nacional Feminino 2006/07
Resultados e Classificação 


Campeonato de Futebol Popular de Barcelos
Séniores - I Divisão
Resultados e Classificação